RENASCIMENTO

 

 

 

As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV.

Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.

         Os  governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam.

Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem  pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
         Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650, sobretudo no século XVI. Ocorreu entre a Idade Média e Idade Moderna.

Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.

Explosão de criações artísticas, literárias e científicas inspiradas na Antiguidade Clássica greco-romana, por isso chamada Renascimento.

Marca a Europa de 1330 a 1530 e tem como centro irradiador a Itália. O homem renascentista acredita que tudo se explica pela razão e pela ciência.

Traço marcante do Renascimento, o humanismo tem por base o neoplatonismo, que exalta os valores humanos e dá nova dimensão ao homem. Choca-se, assim, com os dogmas e proibições da Igreja Católica, critica o mundo medieval e enfrenta a Inquisição .

A concentração de riqueza nas mãos de comerciantes e banqueiros faz com que burgueses, como os Medici de Florença, se tornem grandes mecenas.

O movimento expande-se a partir de 1460, com a fundação de academias, bibliotecas e teatros em Roma, Florença, Nápoles, Paris e Londres.

O racionalismo e a preocupação com o homem e a natureza estimulam a pesquisa científica.

O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento.

Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.

Ou seja, a partir do Renascimento, o ser humano passou a ser o grande foco das preocupações da vida e do imaginário dos artistas.

O retrato, por exemplo, tornou-se um dos gêneros mais populares da pintura, utilizado, na ausência da fotografia, para o registro de pessoas e famílias nobres e burguesas.

Na medida em que o Renascimento resgata a cultura clássica, greco-romana, as construções foram influenciadas por características antigas, adaptadas à nova realidade moderna, ou seja, a construção de igrejas cristãs adotando-se os padrões clássicos e a construção de palácios e mosteiros seguindo as mesmas bases.

 

 

Características Principais:


-Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;


-As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;


-Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus

( teocentrismo ), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo).


-A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.

 

 

 

 

ARQUITETURA


Os arquitetos renascentistas perceberam que a origem de construção clássica estava na geometria euclidiana, que usava como base de suas obras o quadrado, aplicando-se a perspectiva, com o intuito de se obter uma construção harmônica.

Apesar de racional e antropocêntrica, a arte renascentista continuou cristã, porém as novas igrejas adotaram um novo estilo, caracterizado pela funcionalidade e portanto pela racionalidade, representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega.

Os palácios também foram construídos de forma plana tendo como base o quadrado, um corpo sólido e normalmente com um pátio central, quadrangular, que tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas.

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.

A arquitetura renascentista possui características da Antigüidade clássica. A arte grega e romana, assim como o estilo gótico, foram observadas pelos arquitetos da renascença e influenciaram diretamente suas obras arquitetônicas.

 

 

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Igreja da Consolação, Itália

 

 

As principais características das construções desse período eram a perspectiva linear e a simplicidade, com espaços internos mais amplos e claros. Os arcos formatavam voltas perfeitas, plenamente arredondados, as colunas eram simples, com capitéis coríntios.

As abóbadas tinham formato semi-circular, lembrando os arcos romanos. As janelas renascentistas eram quadradas, amplas e tinham vidros transparentes e incolores, proporcionando maior claridade ao interior do edifício.

A arquitetura renascentista deixou sua marca nos palácios, igrejas, fortalezas e vilas.

 

 

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Capela dos Pazzi

 

 

O principal arquiteto renascentista foi Brunelleschi. É um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da Catedral de Florença e a Capela Pazzi.

"Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício" (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura).

 

 

Principais características:

 

·         Ordens Arquitetônicas

·         Simetria

·         Arcos de Volta-Perfeita

·         Simplicidade na construção

 

A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas.

Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares)

Exemplos na França, Paris: Igreja St. Etienne-du-Mont; Igreja St.-Eustache; Fontaine des Innocentes; Pont Neuf. Exemplos na Espanha: Hostal de San Marcos.

 

 

 

 

 

ESCULTURA

         Pode-se dizer que a escultura é a forma de expressão artística que melhor representa o renascimento, no sentido humanista.

         Utilizando-se da perspectiva e da proporção geométrica, destacam-se as figuras humanas, que até então estavam relegadas a segundo plano, acopladas às paredes ou capitéis. No renascimento a escultura ganha independência e a obra, colocada acima de uma base, pode ser apreciada de todos os ângulos.
         Dois elementos se destacam: a expressão corporal que garante o equilíbrio, revelando uma figura humana de músculos levemente torneados e de proporções perfeitas; e as expressões das figuras, refletindo seus sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo.
         Encontramos várias obras retratando elementos mitológicos, como o Baco, de Michelangelo, assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e papas..

Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano.

A escultura renascentista refletiu perspectiva, dando ênfase à importância do homem e suas atividades. Os escultores ficaram conhecidos por seus relevos e ornamentações em púlpitos, mas mantinham a maneira gótica de entalhar.

O maior escultor do princípio do renascimento foi Donatello, que com a naturalidade de sua obra restabeleceu a idéia clássica de beleza. Lucca della Robbia fez figuras de terracota populares e coloridas que foram copiadas durante gerações.

Novas formas de escultura desenvolveram-se durante o século XV, inclusive retratos sob a forma de bustos bem naturais e grandes monumentos no estilo clássico. Também eram esculpidos pequenos bronzes e medalhas com temas não religiosos, com formas mais arredondadas e clássicas. Entre os grandes escultores italianos encontra-se Michelangelo; suas esculturas pensativas transportavam o observador para além da realidade.

O profundo sentimento e emoção de suas figuras ocupam lugar de destaque entre todas as outras dessa época.

Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI.

Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá.

Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.

 

 

davi

 

 

 

Principais características:

 

·         Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade

 

·         Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade

 

·         Profundidade e perspectiva

 

·         Estudo do corpo e do caráter humano

 

 

 

 

 

PINTURA

 

O Renascimento pode ser visto como a valorização do homem e da Natureza. O ideal do Humanismo se tornou o espírito do Renascimento: os pintores representavam homens, mulheres e crianças em poses reveladoras de emoções e estados de espírito.

Os principais traços desta arte são a imitação das formas clássicas da Antigüidade greco-romana e a preocupação com o humanismo e o indivíduo.

Nesta fase, surgiram: a perspectiva linear, onde as linhas paralelas eram representadas em ponto de fuga; a perspectiva aérea, onde os objetos perdem o seu contorno, a cor e o sentido de distância à medida que se afastam do campo de visão; a utilização do contraste claro-escuro, a fim de reforçar a sugestão de volume dos corpos; e o uso da tela e da tinta a óleo como novas técnicas de pintura.
         Duas grandes novidades marcam a pintura renascentista: a utilização da perspectiva, através da qual os artistas conseguem reproduzir em suas obras, espaços reais sobre uma superfície plana, dando a noção de profundidade e de volume, ajudados pelo jogo de cores que permitem destacar na obra os elementos mais importantes e obscurecer os elementos secundários, a variação de cores frias e quentes e o manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade; e a utilização da tinta à óleo, que possibilitará a pintura sobre tela com uma qualidade maior, dando maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras.

Em um período de ascensão da burguesia e de valorização do homem no sentido individualista, surgem os retratos ou mesmo cenas de família, fato que não elimina a produção de caráter religioso, particularmente na Itália.

Nos Países Baixos destacou-se a reprodução do natural de rostos, paisagens, fauna e flora, com um cuidado e uma exatidão assombrosos, o que acabou resultando naquilo a que se deu o nome de Janela para a Realidade.

         O apogeu do Renascimento ocorreu entre 1495 e 1520.

 

 

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Principais características:

 

·         Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.

 

·         Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.

 

·         Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.

 

·         Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.

 

·         Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.

 

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