ARTE GREGA

 

A arte grega é a representação da realidade, cuja manifestação é sempre precária e fragmentada. O grego cultivava a arte pela arte, porque o cidadão pertencia à política e menosprezava a sua dignidade se fizesse da arte uma produção, um meio de sustento. Para os helênicos, a natureza era a norma e a ciência dava a virtude.

Na Grécia, a beleza e a racionalidade do universo eram as manifestações mais elevadas do Bem. Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.

 

Características da arte grega:

 

  1. Racionalismo
  2. Amor pela beleza
  3. Interesse pelo homem
  4. Democracia.

 

 As manifestações artísticas gregas encontraram os seus alicerces numa filosofia antropocêntrica de sentido racionalista que inspirou as duas características fundamentais deste estilo: por um lado a dimensão humana e o interesse pela representação do homem e, por outro, a tendência para o idealismo traduzido na adoção de cânones ou regras fixas que definiam sistemas de proporções e de relações formais para todas as produções artísticas, desde a arquitetura à escultura.

O estilo geométrico surge no primeiro período da arte grega. Percebe-se uma disputa entre linhas retas e curvas. Este novo estilo, o Arcaico, mostra-se claramente na cerâmica e na arquitetura. De maneira limitada e repetitiva, surgem as figuras de animais e monstros mitológicos, além de imagens do homem nu, o atleta, e da mulher vestida, lembrando uma deusa.

Do ponto de vista cronológico, a história da arte grega pode ser dividida nos seguintes períodos:

 

Y      -1550 a –1100 : Periodo Micenico. Temas ligados à caça e à guerra, monumentalidade, estilização, grande influência da cultura minoica.

 

Y      -1100 a –750 : Idade das trevas. Empobrecimento cultural. Após -900, emergência de estilos cerâmicos regionais e dos primeiros templos de madeira.

 

Y      -750 a –480 :Periodo Arcaico. Influência oriental, uso da pedra em templos e edifícios públicos, cerâmica com cenas narrativas e estátuas em tamanho natural. Formas estáticas e estilizadas, domínio imperfeito da anatomia e da proporção.

 

Y      -480 a –323 : Periodo Classico. Amadurecimento e apogeu da arte grega. Templos e edifícios públicos monumentais, representação naturalista da figura humana, utilização de formas idealizadas de homens e mulheres em movimento.

 

Y      -323 a –30 : Periodo Helenistico. Representação das emoções, figuras com traços realistas e menos idealizados, desenvolvimento do nu feminino, dos retratos, das casas particulares e do planejamento urbano.

 

 

ARQUITETURA

 

A principal manifestação da arquitetura foram os templos gregos. Suas origens devem ser procuradas no megaron micênico. Este aposento era a acomodação principal do palácio do governante, uma sala retangular, à qual se tinha acesso através de um pequeno pórtico (pronaos), e 4 colunas que sustentavam um teto parecido com o atual telhado de duas águas.

Os templos eram construídos normalmente sobre uma plataforma de um metro de altura chamada estereóbato. No princípio, os materiais utilizados eram o adobe, para as paredes, e a madeira, para as colunas. Mas, a partir do século VII a.C. foram substituídos pela pedra. Essa inovação permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edificação, fazendo com que o templo obtivesse um ganho no que toca à monumentalidade.

A princípio as colunas obedeceram a dois estilos: o Dórico, mais simples e "mais pesado" , e o Jônico, considerado "mais suave". No século V surgiu o estilo Coríntio, considerado mais ornamentado, refinado. Foi neste século V, também século de Péricles, que a arquitetura conheceu seu maior desenvolvimento, tendo como grande exemplo o Partenon de Atenas, do arquiteto Ictino. O Partenon de Atenas é a mais evidente ilustração desse brilhante período arquitetônico grego.

 

 

paternon

 

 

ESCULTURA

 

Entre os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim.

Durante o período arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples estátuas de rapazes ( Kouros ) e de moças (Korés) e ainda refletiam a influência externa. As figuras esculpidas apresentavam formas lisas e arredondadas e plasmavam na pedra uma beleza ideal. Essas figuras humanas guardavam uma grande semelhança com as esculturas egípcias, as quais, obviamente, lhes haviam servido de modelo.

Com o advento do classicismo a estatuária grega foi assumindo um caráter próprio e acabou abandonando definitivamente os padrões orientais.

Foi o consciencioso estudo das proporções que veio oferecer a possibilidade de se copiar fielmente a anatomia humana, e com isso os rostos obtiveram um ganho considerável em expressividade e realismo.

O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, refletindo a perfeição das formas e a beleza humana. Mais tarde introduziu-se o conceito de contraposto - posição na qual a escultura se apoiava totalmente numa perna, deixando a outra livre, e o princípio do dinamismo tomou forma nas representações de atletas em plena ação.

Entre os grandes artistas do classicismo estão: Policleto, Miron, Praxíteles e Fídias. Há aimda Lisipo que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras feições do rosto criou os primeiros retratos. Posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron.

O resultado disso foi o surgimento de obras de inigualável monumentalidade e beleza, como O Colosso de Rodes, de trinta e dois metros de altura.

 

 

colossus

 

 

 

PINTURA

 

Para falar da pintura grega é necessário fazer referência à cerâmica, já que foi precisamente na decoração de ânforas, pratos e utensílios, cuja comercialização era um negócio muito produtivo na antiga Grécia, que a arte da pintura pôde se desenvolver. No começo, os desenhos eram formas geométricas elementares - de onde se originou a denominação de geométrico conferida a esse primeiro período (séculos IX e VIII a.C.) - que mal se destacavam na superfície. Surgiram então os primeiros desenhos de plantas e animais guarnecidos por adornos chamados de meandros.

Numa etapa próxima, já no período arcaico começou a ser incluída nos desenhos a figura humana, que apresentava um grafismo muito estilizado. As cenas eram apresentadas em faixas horizontais paralelas que podiam ser visualizadas ao se girar a peça de cerâmica. Com a substituição do cinzel pelo pincel, os traçados se tornaram mais precisos e ricos em detalhes. Um exemplo são os vasos gregos atraves dos quais se contava uma historia.

 

 

vaso2

 

vaso3

 

vaso4

 

 

 

 

A história da pintura pode ser dividida estilisticamente em:

 

W      Protogeométrico – de aproximadamente 1050 a.C.;

W      Geométrico – de aproximadamente 900 a.C.;

W      Arcaico – de aproximadamente 750 a.C.;

W      Pinturas negras – do aproximadamente entre 700 a 600 a.C;

W      Pinturas vermelhas – de aproximadamente 530 a.C.

 

 

 

Durante os períodos Protogeométrico e Geométrico a cerâmica grega foi decorada com projetos abstratos. Em períodos posteriores, com a mudança estética os temas mudaram, passando a ser figuras humanas. A batalha e cenas de caçada também eram populares.

Em períodos posteriores, temas eróticos, tanto homossexual quanto heterossexual, tornaram-se comum.

Como na escultura, no período arcaico a pintura grega lembrava a egípcia, com todos os símbolos e detalhes usados de forma a simplificar o desenho, como os pés sempre de lado os rostos de perfil com o olho virado para a frente, além da firmeza e do equilíbrio comum a esta.

As pinturas representavam o cotidiano das pessoas e cenas mitológicas, como deuses e semideuses. As Pinturas negras foram pintadas por Exéquias e os personagens da ânfora foram pintados de preto, permanecendo o fundo com a cor natural da argila. Essas são as chamadas figuras negras. Note que após a pintura o contorno e o interior do desenho eram riscados com uma ferramenta pontiaguda, de forma que a tinta preta fosse retirada. Em 530 a.C. ocorreu uma revolução na pintura de cerâmicas. Um discípulo de Exéquias resolveu inverter o esquema de cores, ficando o fundo preto com as figuras da cor vermelha do barro cozido, as Pinturas vermelhas.

 

 

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