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Não culpe a Deus, por uma culpa que é sua.

De: Eduardo Rosinelli

 

 

 

 

Pois é...

Muitas e muitas vezes eu me deparei com frases como:

 

Que Deus é este, que permite uma coisa dessas...

Porque eu tanto peço e Deus não me ajuda...

 

Entre outras citações do gênero.

Sei que nada ocorre por um mero acaso. Esses dias eu presenciei um claro exemplo de alguém reclamando muito da vida, das coisas que não ocorriam do jeito como ela queria e depois de tanto reclamar, a pessoa simplesmente falou: “É esse Deus que não me deixa progredir, que só põe barreira no meu caminho.”

 

Eu simplesmente me abstive de qualquer comentário, pois sabia que não era a hora de falar absolutamente nada. Às vezes, a melhor consolação é o simples silêncio. Devemos saber a hora de calar e de falar a seu devido tempo.

Pois bem, alguns dias depois eu estava num breve momento de oração antes de dormir e resolvi pegar a Bíblia pra dar uma lida, ver alguns Salmos que são meus textos favoritos. Estranhamente o marcador estava numa página diferente. Sempre deixo o marcador na página do Salmo 91.  Contudo naquele dia em específico, ao tentar abrir a Bíblia na página habitual, vi que o marcador apontava para outra página. Certamente comecei a ler o que me foi indicado e me deparei com as seguintes palavras:

(vou grifar as palavras que me levaram ao título deste texto)

 

Clamei a Deus com a minha voz; a Deus levantei a minha voz e ele inclinou para mim os ouvidos.

No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite e não cessava; a minha alma recusava ser consolada.

Lembrava-me de Deus e me perturbava; queixava-me e o meu espírito desfalecia.

Sustentaste os meus olhos vigilantes; estou tão perturbado que não posso falar.

Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos passados.

De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração e o meu espírito investigou.

Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?

Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa que veio de geração em geração?

Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou Ele as suas misericórdia na Sua ira?

E eu disse: Isto é enfermidade minha. E logo me lembrei dos anos da Destra do Altíssimo.

Lembrar-me-ei, pois, das obras do Senhor. Certamente que me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.

Meditarei também em todas as tuas obras e falei dos Teus feitos.

 

(Salmo 77; 1,12)

 

Pois bem, nesse singelo texto percebi uma parte do infortúnio daquela pessoa. Ela simplesmente se fechou para receber uma Graça ou uma Ajuda. Ela “parou” com sua Fé, e principalmente com suas atitudes no que se refere a um assunto... e resolveu culpar a Deus.

Por incrível que pareça, existe gente que gosta de sofrer. De forma inconsciente, mas gosta de sofrer. Gosta da vida de agonia, gosta de proferir reclamações e angústias. Então, quando pede algo, ou clama por ajuda, o faz sabendo e até desejando que essa ajuda não venha. É estranho, mas é verdade.

 

Jesus já havia dito: “tudo o que pedirdes com Fé, receberás”. E um dos componentes da FÉ, chama-se “vontade”.

 

Concentre-se nestas partes do Salmo 77:

“a minha alma recusava ser consolada”

“queixava-me e meu espírito desfalecia”

 

e veja agora:

“isto é enfermidade minha”

“meditei em meu coração e meu espírito investigou”

 

Concentrando-me nessas partes em específico, cheguei à pessoa e falei: “Dá uma lida no Salmo 77. Em vez de ficar reclamando, abre o coração e se permita receber ajuda. Tem que acreditar, mas tem também que agir.

 

Pois o problema dela, assim como o de muitas pessoas, é simplesmente esse. Falta da Verdadeira Vontade em ter uma vida melhor, mais feliz, sem o sentimento de angústia lhe acompanhando a cada instante. Por isso, a “alma se recusa a ser consolada”.

 

Eu sei o que estou falando, pois já tive esse sentimento. Uma vez eu estava com um problema perturbador, e eu me pegava pensando nisso todo o minuto. Acabava me angustiando, de forma que aquilo já havia virado um sentimento normal. Claro, cheguei a culpar a Deus e às coisas do destino.

E por incrível que pareça, o que me “curou” daquele sentimento, foi um filme. Uma comédia pra ser mais específico. Pois bem, vendo uma cena hilária que estava ocorrendo, eu comecei a rir a ponto de quase perder o fôlego, mas no mesmo momento algo na minha cabeça me impediu de dar aquela gargalhada gostosa que a situação exigia. Minha cabeça bloqueou a alegria, para que a agonia não perdesse espaço, como se fosse proibido, um momento pleno de alegria. Neste momento eu tomei ciência do que eu estava fazendo comigo mesmo.

 

Percebi que “isto é enfermidade minha” e “abri meu coração” para que meu espírito pudesse “investigar” e jogar a agonia fora. Votei a cena, e finalmente me permiti gargalhar, chorar de tanto rir, perder o fôlego. A partir deste momento, simplesmente aquela angústia se foi, dando lugar a uma Vontade que resolveu o problema em questão.

 

Você tem que permitir ser ajudado, simplesmente abrindo seu coração e sua alma. Livrando-se das amarras que você mesmo se prendeu. Não foi Deus, não foi ninguém. Foi você mesmo. Livre-se de sua agonia. Permita-se... Volte a acreditar, e principalmente a agir! Pois um dos pilares do sucesso, vem da composição equilibrada entre crer e agir. (Fé e Atitude)

 

Porém, eu creio que seja importante lembrar, que o “mundo atual em que vivemos”, é um plano de equilíbrios, de resgate de karmas, de aprendizado evolucional e de cumprimento de missões, que nos foram passadas no plano não material. Por isso, nem tudo serão flores, como podemos perceber claramente.

Tudo tem uma razão de ser... e a “culpa” por algo que lhe aconteceu, poderá não ser uma “culpa”, mas sim, algo previsto pelo Universo, para resgate de um karma, cumprimento de uma missão, evolução e tantos outros motivos plausíveis, para que você tenha que vivenciar uma “dor”. Nada é por acaso...

 

Pra finalizar, deixo aqui algo que comprova o que falei. Tente compreender a relação do assunto em questão, com o que escreverei abaixo:

 

Durante seus anos de pregação, Jesus, o Cristo, voltou à sua cidade natal, Nazaré. Por alguma razão, o povo da cidade questionou de forma veemente os ensinamentos de Jesus, não tendo Fé naquele Homem, nas suas palavras e nos seus feitos. Simplesmente recusaram-se a ser ajudados pelo “filho do carpinteiro José”. E conta Mateus:

 

“E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles

 

(Mateus 13;58)

 

Captou a mensagem?

 

Bom, como eu disse acima, chegou a hora de silenciar. Pense a respeito, ok?

 

Fiquem com Deus. (sem culpas)

 

 

 

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